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Por que os jovens estão mais violentos? 

Por que os jovens estão mais violentos? 

Autor

<b>Dayse Costa</b>

Dayse Costa

Empresária e diretora executiva da EIXO MENTAL Psicanalista Clínica, Analista Comportamental Professora e Palestrante.

Autor

<b>Dayse Costa</b>

Dayse Costa

Empresária e diretora executiva da EIXO MENTAL Psicanalista Clínica, Analista Comportamental Professora e Palestrante.

A violência no ambiente escolar não é mais um assunto distante e atípico. De maneira recorrente, a gente assiste aos noticiários e percebe que o assunto tem sido mais frequente do que se imagina. Mas isso não é apenas uma percepção. Dados disponibilizados pela CNN revelam que nos últimos 20 anos, o Brasil assistiu 16 casos do tipo em escolas do nosso país. Entre a gente, aqui no Espírito Santo, dois casos ocorreram bem pertinho. 

Primeiro um adolescente entra com arco e flecha em uma escola em Jardim da Penha, Vitória. Sem vítimas fatais, o caso virou até meme na internet. Só que em novembro, outro atentado em nossas escolas capixabas reacendeu o debate, desta vez, o ataque foi em Aracruz. 

Temas como esse dizem respeito a princípio à Educação, mas eles também precisam ser debatidos em outras esferas como Segurança e Saúde. E como profissional da Saúde sei que os problemas surgem por feridas emocionais abertas muitas vezes dentro das escolas ou até mesmo dentro de casa.

Relação entre gerações

Mas Dayse, como assim o problema é familiar? Sim. E para entendermos isso, precisamos fazer um sobrevoo pela história. Nós, que nascemos na década de 1980, vivíamos em uma sociedade que reprimia os sentimentos. Calamos e obedecemos nossas autoridades sem possibilidade alguma de diálogo. Como uma geração traumatizada por essa repressão, criamos nossos filhos e filhas com menor rigidez. 

E no pêndulo da vida, os milleniuns e a Geração Z se lançaram para outro extremo: a busca insaciável pelo prazer. Uma espécie de Geração Dopamina que busca a qualquer custo estar bem e satisfeito com a sensação de felicidade. Por isso do nome Gerarção Dopamina. Mas quando acaba o efeito da dopamina sobra a solidão e o vazio existencial. Freud vai dizer que a busca do prazer em sua totalidade causa a ruína do ser humano.

Mas o que leva uma geração inteira a ir atrás da busca insaciável pelo prazer? E aí é o momento que voltamos os nossos olhos para o seio familiar: A falta de empatia dentro de casa tem levado nossa juventude a buscar o prazer insaciável em lugares obscuros. Torna o rapaz ou a moça sujeitos emocionalmente frágeis. Faz com que esse indivíduo seja menos resiliente e tenha menor capacidade emocional de lidar com as adversidades. Em resposta a esta ferida emocional de rejeição e abandono, os jovens desconhecem a empatia e o amor e o único mundo que vai lhe sendo apresentado são os dos jogos violentos ou universo da internet sem filtro. O sujeito cresce com o cortisol elevado em razão do tempo que passa em frente às telas. 

Resposta ao problema

Como falei no início, o problema dos atentados foge da alçada da Educação em muitos aspectos entre eles o que diz respeito à saúde mental. Aqui na Eixo Mental, temos pacientes que estão buscando a cura dessas feridas entendendo que eles não são mais aquelas crianças rejeitadas e abandonadas. Eles compreendem também que muitos dos pensamentos intrusivos não são reais, são apenas gatilhos que nosso cérebro cria para lidar com nossas incertezas e medo. Com as disfunções geradas por ano de relações descontextualizadas.

Promovamos mais empatia e amor, cuidemos mais dos que estão perto, vamos tirar tempo de qualidade para olhar por quem precisa do nosso afeto e cuidado. Estamos aqui por você e pra você. Fazendo uma revolução através de cada vida para que tenhamos um mundo melhor e mais saudável para a nossa mente e para as nossas emoções.



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