Analista comportamental e psicanalista corporativa Dayse Costa observa problemas entre gestores capixabas dentro dos consultórios
Uma pesquisa conduzida pela The School of Life, especialista em inteligência emocional, em parceria com a Robert Half, empresa global de recrutamento revelou que gestores se queixam pela falta de tempo para autocuidado. A informação também apontou que esses líderes adoecem emocionalmente e o comportamento desta liderança afeta o desempenho da equipe.
O levantamento feito no Brasil e divulgado no início deste mês, com 387 gestores e outros 387 liderados identificou que 44% dos gestores deixaram de produzir por estarem emocionalmente abalados. Do mesmo grupo, 65% acreditam que seus superiores não estão preparados para acolher suas demandas emocionais.
Os dados mostram ainda que 37% dos gestores afirmam não terem tempo para o autocuidado devido à rotina exorbitante de trabalho. Conforme a pesquisa ainda aponta, um ambiente de trabalho tóxico é o principal fator para pedidos de demissão por parte dos liderados (43%).

Espaços de escutas no ambiente corporativo
Dayse Costa, analista comportamental e psicanlista corporativa, reafirma que as relações tóxicas são sim fatores que afetam o desempenho de líderes e liderados. Ela observa gestores dentro e fora do consultório e percebe que a cultura organizacional tem adoecido gestores e por conseguinte seus subordinados.
“O burnout tem mostrado como a cultura do trabalho exagerado tem adoecido nossa geração. E uma pessoa que está doente emocionalmente, que está em angústia e possui demandas emocionais, acaba afetando outras pessoas”, salienta.
Dayse propõe que empresas repensem culturas organizacionais para que elas estejam preparadas para serem espaços de escutas no que diz respeito à saúde emocional.
“Grandes empresas já adaptaram seus negócios, os horários são mais flexíveis, o feedback é uma realidade, sem retaliações ao empregado e o colaborador está no centro do cuidado daquela cultura organizacional”, completa.



